

O ser humano está inserido nos ciclos da natureza. Suas atividades econômicas dependem dos recursos naturais e da utilização sábia da diversidade biológica. Animais, plantas, cogumelos e microorganismos filtram a água e o ar e proporcionam um solo fértil e um clima agradável. Além de garantir a alimentação, a saúde e o lazer, a diversidade de formas de vida representa uma inestimável fonte de inspiração para inovações tecnológicas. Assim, as pesquisas com flores de lótus, tubarões, pinguins e lagartos resultaram no desenvolvimento de superfícies auto-limpantes, de fuselagens e de carrosserias mais aerodinâmicas, de turbinas navais mais competitivas e de fitas adesivas reutilizáveis.
Porém, devido à perda de habitats e à degradação das condições ambientais que garantem a sobrevivência das espécies, a biodiversidade está diminuindo num ritmo crescente e alarmante. Com o empobrecimento da natureza as bases da sobrevivência da humanidade ficam cada vez mais ameaçadas. Encontrar o balanço ideal entre o aproveitamento e a proteção da diversidade biológica se torna uma pergunta-chave para o nosso futuro.
A comunidade internacional reconheceu o problema e, reunida em 1992 em Rio de Janeiro, na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, aprovou a
Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD). Os três objetivos dessa convenção, que foi ratificada por mais de 190 estados membros, são:
Várias conferências das partes da CDB acentuaram a importância do setor empresarial para a proteção e o aproveitamento sustentável da diversidade biológica, pois tanto a ameaça desta como também a sua proteção estão intimamente conectadas às atividades econômicas das empresas. Mesmo assim, o engajamento do setor empresarial está ainda limitado.
Tentando reverter esta situação, a 8ª Conferência das Partes (Curitiba, 2006) contou com uma participação importante do setor empresarial e reafirmou na
Decisão VIII/17a a necessidade de um maior engajamento deste setor na implementação da convenção. Alcançar os objetivos da CDB e assegurar as condições necessárias para a sobrevivência das futuras gerações só será possivel estabelecendo responsabilidades comuns e parcerias consistentes entre os setores governamentais, a sociedade civil e o setor empresarial.
Em maio de 2008, em Bonn, na Alemanha, a 9ª Conferência das Partes da CDB reforçou mais ainda a importância de inserir o setor empresarial na agenda da biodiversidade. No âmbito da
Decisão IX/26 foi definido o quadro para uma cooperação mais efetiva com o setor empresarial.
É neste esforço que se insere a iniciativa internacional Business and Biodiversity Initiative 'Biodiversity in Good Company', proposta pela presidência alemã da CDB.